segunda-feira, 23 de abril de 2018

Juro baixo demora a fazer efeito na economia


O Banco Central está confiante que os cortes de juros estão cumprindo o papel de estimular a economia. Os dados mais fracos deste começo de ano são oscilações normais numa trajetória de retomada consistente da atividade. Os juros bancários e concessões de crédito estão respondendo aos estímulos monetários.

Autoridades do BC tem repetido essas mensagens em encontros fechados e abertos com investidores, muitos dos quais estão céticos sobre o ritmo da retomada. Alguns deles fizeram estudos que sugerem entupimento em parte dos canais de transmissão da política monetária, como crédito e investimentos.

"Esse ciclo é diferente?", questionou, de forma retórica, o diretor de assuntos internacionais do BC, Tiago Berriel, em apresentações a investidores nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington. Para o BC, não há nada de novo.

Estudo divulgado no relatório de inflação de março sustenta que, depois que o BC cortou a Selic, os juros bancários caíram e as concessões de crédito aumentaram, seguindo o padrão dos quatro ciclos de distensão dos últimos 15 anos. "A política monetária tem sido efetiva em reduzir o custo de financiamento e estimular o crescimento econômico", conclui o estudo.

Parece um debate apenas de especialistas, mas há repercussões práticas: se os juros não surtiram efeito para recuperar a economia da maior recessão em décadas, o Comitê de Política Monetária (Copom) teria que cortar mais. O BC defende a eficácia dos juros justamente quando anuncia que, em junho, pretende fazer uma pausa na distensão monetária.

"Os juros estão funcionando, mas não resolvem tudo", diz um ex-diretor do BC. Ele lembra que, em 2017, a economia andou com a ajuda da liberação de recursos do FGTS, com a boa safra agrícola e ganhos de renda real provocados pela queda da inflação. "Se os juros não tivessem caído, a situação seria ainda pior."

Essa não é a primeira vez que os economistas desconfiam que os juros perderam a potência. Nos ciclos de baixa de 2003 e 2006, o BC publicou estudos semelhantes para dizer que os estímulos chegariam à economia, bastava esperar. Em 2005 e 2008, sustentou a eficácia dos apertos. Em todos os casos, estava certo.

Desta vez, o que deixa os economistas inquietos é que já faz algum tempo que o BC começou a cortar os juros (outubro de 2016), mas os dados mais recentes são fracos. O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br) teve queda de 0,65% em janeiro e alta de apenas 0,09% em fevereiro. O BC diz que oscilações de curto prazo nos dados são normais e mantém a sua avaliação de que a economia apresenta "recuperação consistente".

"A atividade de fato desapontou", diz um outro ex-diretor do BC. "Pode ser somente mais uma das muitas flutuações pelas quais passa um processo de retomada, sem nada de especial." Mas ele pondera que também pode estar havendo algum entupimento na transmissão dos juros à economia.

"Há uma frustração com a recuperação, que está mais lenta que o esperado, o que não representa apenas oscilações", afirma Silvia Matos, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que tem acertado muito na leitura da economia durante e após a recessão. Uma evidência disso, afirma ela, é o fraco desempenho dos serviços, que pode ser explicado pela má qualidade da recuperação do mercado de trabalho e pelo desempenho aquém do esperado do crédito.

Pode ser, porém, apenas uma questão de tempo para os juros funcionarem a plenos pulmões. A defasagem com que os juros chegam na economia tem se alongado, à medida que a economia amadurece. Nos primeiros anos do regime de metas de inflação, levava de um a dois trimestres. Uma reestimativa feita pelo BC em 2015 em um dos mais sofisticados modelos de projeção econômica, o chamado Samba, mostra que o juro já leva de três a quatro trimestres para chegar à atividade. Há quatro trimestres, o Copom havia baixado os juros em 2 pontos percentuais; há três trimestres, a queda acumulada era de 4 pontos.

Um outro especialista em política monetária pondera que, mais do que a Selic, o que estimula a economia são os juros reais ex-ante (juros de um ano do mercado futuro menos inflação projetada), que têm uma alta correlação com a demanda privada (consumo mais investimento, exceto estoques) três ou quatro trimestres adiante. No primeiro trimestre de 2017, os juros reais médios estavam em 5,55% ao ano. É essa taxa ainda relativamente alta que determinou a atividade econômica que colhemos nos dados desde a virada do ano.

No segundo trimestre, a taxa real média caiu a 4,44% ao ano e, no terceiro, a 3,4% ao ano. Nessa época, o BC passou a afirmar nos seus documentos oficiais que a política monetária havia se tornado estimulativa. Esse impulso ainda está se transmitindo à economia. Nas últimas semanas, a taxa real caiu ainda mais, para 2,21%, o que representa um empurrão adicional - cujos efeitos serão sentidos entre fins de 2018 e começo de 2019.

O próprio BC reconhece que a transmissão da política monetária está sujeita a incertezas e quer mais tempo para analisar seus efeitos. Pela sinalizações feitas recentemente, o Copom pretende fazer uma pausa na baixa de juros a partir de junho para observar os dados - provavelmente por alguns meses - para checar se os estímulos tiveram o efeito desejado ou se foram muito fortes ou muito fracos. Daí, decidirá o que fazer.

Os juros afetam a economia por diversos caminhos, entre os quais os especialistas costumam destacar o chamado "canal intertemporal". Quando o BC corta os juros, o crédito fica mais barato e incentiva as famílias a tomar empréstimos para comprar imóveis e bens duráveis. Juros mais baixos também incentivam empresas a investirem.

Os economistas têm debatido se os bancos repassaram aos clientes os cortes da Selic. No relatório de inflação, o BC conclui que os juros bancários a pessoas físicas caíram de forma consistente desde outubro de 2016, acumulando recuo de 18,3 pontos percentuais, em linha com ciclos anteriores. Também conclui que as concessões reagem da forma esperada.

Alguns economistas chegaram a conclusões distintas, com metodologias diferentes. Ex-diretor de assuntos internacionais do BC, Tony Volpon, do Banco UBS, reuniu dados de 2006 a 2014 para estimar o comportamento dos juros bancários a pessoas físicas a partir de fatores como a Selic, a inadimplência e a lucratividade. Ele conclui que, em fevereiro, os juros bancários estavam 20 pontos percentuais maiores do que deveriam.

"Tem alguma coisa estranha acontecendo", diz Volpon. Ele não chegou a investigar a fundo o que fez os juros bancários caírem menos do que o esperado e não arrisca nenhum palpite - alguns analistas têm colocado a culpa na alta concentração bancária. Volpon diz que a falta de reação do crédito teve implicações práticas. "O Copom cortou os juros mais do que esperado neste começo de ano", diz.

Outro canal que alguns economistas acham que está entupido é o dos investimentos. Os empresários estariam adiando projetos de expansão devido à alta capacidade ociosa, incertezas ligadas à eleições e o alto endividamento. Alguns afirmam que a redução nos desembolsos do BNDES, depois que foram reformadas suas taxas de empréstimo, pode ter afetado investimentos. O BC publicou estudo em seu relatório de inflação que mostra que as empresas substituíram os empréstimos bancários por captações no mercado de capitais.

Volpon vê indícios de que os juros estão se transmitindo pela depreciação cambial, que puxa a demanda externa. Depois de bater na mínima de R$ 3,12 no começo do ano, o dólar subiu acima de R$ 3,40, em parte pelas incertezas sobre as eleições. "O canal do câmbio pode compensar um pouco da perda de efetividade na transmissão monetária pelo crédito", diz.

*Matéria publicada originalmente em VALOR.com.br
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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Bancos não receberão boletos acima de R$ 10 mil em dinheiro; saiba mais


O CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou na quinta-feira (28) uma resolução que proíbe as instituições financeiras de receber boleto de pagamento de valor igual ou superior a R$ 10 mil com dinheiro em espécie. Além disso, o Banco Central  aprovou uma circular que determina que as instituições financeiras implementem registro específico de recebimentos de boletos pagos com recursos em espécie.

O conjunto de medidas tem o objetivo de aperfeiçoar os mecanismos de controle de prevenção à lavagem de dinheiro  e aumentar a eficiência do sistema financeiro, em particular, reduzindo riscos e dificuldades de gerenciamento e de controle nos pagamentos de boletos em espécie.

Para boletos de valor inferior a R$ 10 mil, as instituições financeiras somente poderão recusar pagamento em espécie se houver indícios de tentativa de burlar a proibição. As instituições deverão realizar ampla divulgação da medida a seus clientes e usuários.

A vedação para pagamento em espécie entra em vigor em 28 de maio de 2018 e a obrigação de registro específico em 11 de março de 2019.

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Calotes no cartão de crédito atingem menor nível em 7 anos


A inadimplência dos consumidores no cartão de crédito atingiu o menor nível em sete anos, segundo levantamento da Abecs (Associação das Empresas de Cartões), com base nos dados do BC (Banco Central), divulgado no dia 30/01

Os atrasos no pagamento do cartão caíram para 6,2% em dezembro, menor patamar da série histórica do BC, iniciada em março de 2011. Um ano antes, em dezembro de 2016, os calotes estavam em 7,7%.

Segundo a Abecs, a queda da inadimplência é consequência da mudança na regra que limitou a até 30 dias o uso do crédito rotativo. A medida entrou em vigor em abril do ano passado. A redução dos atrasos no pagamento do cartão de crédito era um dos objetivos do setor de cartões e do BC quando definiram a nova regra do rotativo.

Conforme a entidade que representa as empresas de cartões, os consumidores passaram a usar menos o rotativo após a mudança da regras e estão pagando as compras à vista. Os dados do BC mostram que, nos últimos 12 meses, houve uma queda de 20,2% no volume financeiro de operações no rotativo, enquanto o valor das compras à vista e parceladas sem juros cresceu 12% no mesmo período.

Juros do rotativo Outro aspecto positivo foi a redução na taxa de juros do rotativo, que recuou de 15,5% ao mês em março de 2017 (antes da mudança na regra) para 9,6% ao mês em dezembro. Ainda assim, a taxa é superior ao juro do crédito parcelado (de 8,6% ao mês), que se tornou alternativa ao rotativo.

"Esses movimentos mostram que os objetivos propostos pela mudança foram atingidos e o consumidor tem aproveitado a nova regra para buscar uma alternativa de crédito mais barata e com pagamento em parcelas fixas, o que garante maior controle do orçamento", afirmou Fernando Chacon, presidente da Abecs.

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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Crédito deve crescer em 2018, após 2 anos de retração


Após dois anos em recessão, o crédito no Brasil deve voltar a crescer em 2018. Esta expectativa deve-se à queda no endividamento das famílias e por consequência, na queda na inadimplência, o que faz com que os bancos tenham mais confiança para emprestar.

Este cenário mais agradável na economia brasileira, com juros e inflação mais baixos, pode permitir, segundo executivos de bancos, que o crédito cresça entre 4,5% e 8,0% em 2018, isso tanto pra pessoa física quanto jurídica apesar de 2017 ter terminado sem solução do ponto de vista fiscal, com reforma da previdência adiada e eleições vindo por ai.

“De fato, os bancos estão otimistas em relação aos empréstimos ao consumidor”, avalia o analista do Deutsche Bank, Tito Labarta.

Mas mesmo com toda esta expectativa, os analistas que acompanham o setor bancário estão mais contidos. Casas como Credit Suisse, BB Investimentos e Bradesco esperam que os empréstimos cresçam mais próximo dos 4,0%. Isso porque, apesar de os bancos esperarem compensar a redução das margens por causa de juros mais baixos com volume, o temor de aumento de inadimplência no futuro faz com que, apesar de querer emprestar mais, os bancos sejam mais seletivos ao dar créditos aos clientes.

 - Consulte seu CPF ou CNPJ online! (Clique aqui)

Segundo as projeções divulgadas em dezembro de 2017 pelo Banco Central, o saldo de crédito total deve crescer apenas 3,0% em 2018 para pessoas físicas enquanto, para pessoas jurídicas, a autoridade monetária espera queda de 2,0%.

O início do ano servirá de termômetro com relação à melhora na concessão de recursos. Pelos cálculos do BB Investimentos, a expansão acumulada em 12 meses deve voltar ao terreno positivo já no 1.º trimestre de 2018.

“O crédito já está apresentando tração. O aumento da demanda é evidente no número de propostas diárias. Já sentimos aumento do crédito novo e não só aquele para renegociação de dívida. Isso está ficando para trás”, avaliou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, em conversa com jornalistas na semana passada.

No acumulado de 2017, o crédito caminha para mais um ano de retração, já que o financiamento novo ainda não é suficiente para suprir os vencimentos antigos. Até novembro, o saldo encolheu 1,3% ante igual intervalo de 2016, para R$ 3,064 trilhões, segundo dados do Banco Central.

Diante desse desempenho, o regulador revisou para baixo sua projeção. Espera que o saldo total de crédito não fique mais no zero a zero, mas que encolha 1,0%.
Gosto amargo. Ainda que 2018 possa ser o ponto de virada para o crédito no Brasil, o crescimento esperado pelo segmento está distante do patamar visto no período pré-crise, quando o saldo crescia dois dígitos no ano.

Na opinião do presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Hilgo Gonçalves, o País atravessa um momento divisor interessante, no qual, após anos de forte expansão dos empréstimos, com maior endividamento da população e aumento da inadimplência, há uma mudança de postura por parte de indivíduos e empresários no sentido de uma tomada de crédito mais consciente.

“Tivemos um excesso na oferta de crédito nos últimos anos. Sobrou inadimplência maior para os bancos. Mas o principal ganho da crise para o setor financeiro foi o aprendizado”, avalia Gonçalves.



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Conheça as Alíneas de Cheque (MOTIVOS DE DEVOLUÇÃO)


As alineas são como situações em que os cheques se encontram, os cheques são destinados a pagamentos, dos que futuramente irão ao banco, que constatará se o cheque está limpo, ou está em situação irregular, assim se estiver em situação irregular o banco carimba com a o numero da alínea correta, e informa ao portador, sendo ele pessoa física ou pessoa jurídica.

Consulte cheque aqui:
- Cheque PJ
- Cheque + Crediário


FALTA DE PROVENTOS
11 Insuficiência de fundos (1ª Apresentação, ainda não se configura cheque sem fundos, não há registro)
12 Insuficiência de fundos (2ª Apresentação, configurado cheque sem fundos, segue para registro no CCF do BACEN)
13 Conta encerrada
14 Prática espúria 

IMPEDIMENTO AO PAGAMENTO
20 Folha de cheque cancelada por solicitação do correntista (Circ. Nº 3050 art. 1º ) 
21 Contra ordem ou oposição ao pagamento (sustado, desacordo comercial)
22 Divergência ou insuficiência de assinatura 
23 Cheques de órgãos da administração federal em desacordo com o Decreto-Lei nº 200 
24 Bloqueio judicial ou por determinação do Banco Central
25 Cancelamento de talonário pelo Banco sacado
26 Inoperância temporária de transporte
27 Feriado municipal não previsto
28 Furto ou roubo com ocorrência policial em posse do banco
29 Cheque bloqueado por falta de confirmação do recebimento do talonário pelo correntista (quando enviado pela ECT)
30 Roubo do talonário no próprio banco (furto ou roubo de malote)

CHEQUE COM IRREGULARIDADE
31 Erro formal sem data de emissão registro do valor por extenso e ausência de assinatura
32 Ausência ou irregularidade na aplicação do câmbio de compensação
33 Divergência de endosso
34 Cheque apresentado p/estabelecimento bancário que não o indicado no cruzamento em preto sem endosso-mandato
35 Cheque furtado ou emitido sem prévio controle ou responsabilidade do estabelecimento bancário (fraude)
36 Cheque emitido com mais de um endosso (lei 9.311/96)
37 Inconsistência de dados

CHEQUE COM APRESENTAÇÃO INDEVIDA
40 Moeda inválida 
41 Cheque apresentado ao banco que não é o sacado
42 Cheque não compensável na seção ou no sistema de compensação
43 Cheque devolvido automaticamente pelo motivo: (21,22,23,24,31 e 34)
44 Cheque prescrito (passou o prazo legal para depósito/saque)
45 Cheque emitido por entidade obrigada a realizar movim.e utilização do Tesouro Nacional mediante a ordem bancária
46 Cheque correspondente a "(CR)" e não entregue no prazo estabelecimento
47 "CR" comunicação de remessa com ausência ou erro de dados.
48 cheque de valor superior a R$ 100,00 sem identificação do beneficiário (não nominal)
49 Remessa nula pelos motivos: (12, 13, 14, 20, 25, 28, 30, 35, 43, 44 e 45)
71 Inadimplemento contratual da cooperativa de crédito no acordo de compensação 
72 Contrato de compensação encerrado (cooperativas de crédito) 

FICHAS DE COMPENSAÇÃO (DOC/BLOQUETO DE COBRANÇA) OU ORDENS BANCÁRIAS 
40 Moeda inválida
51 Divergência no valor recebido
52 Recebimento efetuado fora do prazo
53 Apresentação indevida
54 Ausência ou irregularidade no carimbo de compensação (ordens bancárias e fichas de compens., exceto bloq.cobrança)
55 Ausência ou irregularidade da autenticação mecânica 
56 Transferência insuficiente para a finalidade indicada: na Ordem Bancária ou no DOC "C"
57 Divergência ou não preenchimento de informação obrigatória nos Doc e Ordens Bancárias 
58 DOC "C" e "D" emitidos para depósito em poupança 
59 Ausência da expressão "transferência internacional em reais - natureza da operação" 
61 Papel não compensável 
62 DOC "D" com divergência na indicação do nº do CPF/CNPJ ou sem indicação do tipo de conta debitada ou creditada 
63 Registro inconsistente - CEL cobrança 
64 Arquivo lógico não processado/processado parcialmente 
66 DOC "D" de conta individual (único CPF) para conta conjunta (dois CPF) e vice-versa 
67 DOC "D" sem a indicação do tipo de conta debitada ou creditada 



terça-feira, 31 de outubro de 2017

Como melhorar meu score de crédito?


O score de crédito não é um arquivo, um cadastro ou um registro. 
Ele é calculado com base em informações públicas e anotações negativas e cadastrais disponíveis nas Bases de dados sobre uma categoria em que um consumidor se insere no momento da consulta. 
Assim, o resultado pode mudar, por exemplo, se o consumidor atualizar os seus dados nas Bases de dados ou for negativado. 


Como  sei se minha pontuação é boa?
O Score numérico vem acompanhado de uma porcentagem de inadimplência. A partir desta porcentagem, verifica-se a probabilidade da pessoa ser inadimplente nos próximos 6 meses.

Exemplo de tabela de probabilidade de inadimplência para consultas em CPFs. Meramente ilustrativo.

Para melhorar seu escore, considere:
• Atualizar seus dados cadastrais nas Bases de dados Existentes.
• Quitar dívidas pontualmente;
• Regularizar ou negociar as dívidas vencidas e não pagas.

Além disso, com a entrada em vigor da Lei do Cadastro Positivo, está em fase de formação o cadastro com informações que lhe são fornecidas pelo próprio consumidor. Neste caso, o interessado autoriza as Bases de dados a abrir um cadastro que incluirá dados positivos a seu respeito, como compromissos assumidos, dívidas adimplidas, enfim, toda e qualquer informação que deixe seu histórico de crédito mais completo e sólido, o que pode gerar uma significativa melhora em seu escore.

* Recomendamos a consulta de score no máximo de 3 em 3 meses.
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A melhora do escore não está diretamente vinculada à obtenção do crédito, pois a decisão é sempre da empresa que vai concedê-lo. As Bases de dados não interferem nessa decisão, porque cada empresa tem as suas próprias maneiras e critérios de fazer negócios. 

É possível, por exemplo, que uma pessoa com um escore bastante baixo receba um crédito buscado, se assim for do interesse/entendimento do concedente.
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Inadimplência no cartão cresce mesmo após nova regra do rotativo


A regra que permite parcelar as dívidas do cartão de crédito a juros menores não impediu o aumento da taxa de inadimplência. Desde o início da mudança do chamado "rotativo" do cartão de crédito, em abril, cresceu de 34,48% para quase 40% o percentual dos que não pagaram o valor mínimo da fatura ou atrasaram as parcelas por mais de 90 dias, mostram dados até agosto do Banco Central.
Pela nova regra, o consumidor só pode fazer o pagamento mínimo de 15% da fatura do cartão uma vez e rolar a dívida por até 30 dias. Depois desse período, ele precisa escolher entre pagar todo o valor ou parcelar essa dívida em outra linha de crédito, mais barata. Entenda aqui como funciona a nova regra
Antes da mudança, o consumidor podia fazer o pagamento mínimo diversas vezes. Como o cartão de crédito tem uma das mais altas taxas de juros do país, a dívida do rotativo crescia exponencialmente.
A expectativa era de que, com a mudança, os juros do cartão de crédito ficassem mais baixos, o que ajudaria a reduzir a inadimplência. As taxas de fato caíram, mas as dívidas não pagas no rotativo cresceram.

O economista da Boa Vista SCPC, Flávio Calife, considera esse aumento da inadimplência um “grande paradoxo”, mas pondera que ele é relativamente pequeno para ser visto como tendência ou uma consequência da nova regra.
“Uma hipótese é que os juros não caíram para todos. O custo para quem não fez o pagamento mínimo continua muito alto”, avalia Calife.
O diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Ricardo Vieira, explica que o aumento da taxa de inadimplência do rotativo não indica que o percentual de maus pagadores aumentou.
Segundo Vieira, o volume de dívidas daqueles que pagaram os 15% da fatura e saíram do rotativo em 30 dias caiu em uma velocidade maior que as dívidas dos que nada pagaram e continuam devedores a juros cumulativos. Com isso, a proporção dos que estão em atraso ficou maior, elevando a taxa de inadimplência do rotativo.
“Com o cenário de melhora da economia, não temos dúvida que a tendência de redução do atraso nos cartões se verificará nos próximos meses”, conclui o executivo da Abecs.

Juros mais baixos, mas não para todos
Dados do BC mostram que, em agosto, 60% de todo o volume financiado pelas dívidas do cartão (R$ 20,6 bilhões) concentravam-se no chamado “rotativo não regular” – aqueles que não pagaram o valor mínimo da fatura ou atrasaram as parcelas do cartão após os 30 dias de rotativo.
Para estes, os juros continuavam nas alturas – acima de 500% ao ano no mês de agosto. Já quem usou o rotativo por 30 dias e quitou ou aderiu ao parcelamento viu a dívida ficar bem mais barata que há alguns meses. Os juros, para este público, quase caíram pela metade, passando de 431,6% para 221% ao ano em agosto, segundo o BC.
Procurado, o BC esclareceu ao G1 que as operações inadimplentes no rotativo têm menor chance de ser parceladas. “Essa diferença de comportamentos justifica algum aumento do percentual de operações inadimplentes”, informou o órgão.

Na avaliação do BC, no entanto, a redução das taxas de juros do cartão de crédito e o incentivo ao parcelamento dos saldos devedores com a nova regra “certamente contribuirão para a redução da inadimplência dessa modalidade de crédito”, informou o órgão.

Falta de clareza na fatura
Para a coordenadora do Procon-SP, Renata Reis, a falta de clareza sobre a nova regra e sua complexidade são os maiores problemas. Segundo ela, grande parte não sabe, por exemplo, que a proposta de parcelamento feita pelos bancos não é obrigatória.
“O consumidor pode procurar fora da instituição financeira outras linhas mais baratas para quitar a dívida do cartão”, diz Renata. “Mesmo que a empresa diga que ele não é obrigado a parcelar, ele pode ser induzido ao erro”, acredita.

Segundo a coordenadora do Procon, o parcelamento da fatura, mesmo a juros menores, também pode levar ao superendividamento. “Nem sempre o que foi proposto pelo banco vai se adequar à capacidade financeira do consumidor”, diz. “Houve uma diminuição dos juros, mas esta taxa ainda pode continuar muito alta.”
Após a mudança no rotativo, o Procon-SP recebeu reclamações de consumidores com dificuldades em entender as regras propostas na fatura, mas não informou o número de ocorrências. Entre os casos, os consumidores confundiram o valor da parcela com a simulação feita pelo banco na fatura.
Outro problema, segundo Renata, é que o parcelamento tem caído de forma instantânea para quem tem débito automático da fatura do cartão. "Nestes casos, também ocorreu de o parcelamento da dívida ter sido debitado automaticamente", aponta.
O Procon-SP notificou instituições financeiras pelo uso indevido do termo “parcelamento automático” e até “compulsório” na fatura, segundo a coordenadora do órgão. O uso destes termos não está previsto na resolução do rotativo e pode induzir o consumidor ao erro, acrescenta.
“O consumidor é livre para escolher se prefere parcelar a dívida, quitá-la ou escolher outra linha de crédito mais vantajosa para seu perfil”, esclarece.

Queixas sobre cartões no topo de ranking
No segundo trimestre deste ano, as reclamações sobre a prestação inadequada de informações sobre produtos e serviços lideravam o ranking de queixas a bancos e instituições financeiras do Banco Central, com 1.655 casos.
Irregularidades relacionadas aos serviços de cartões de crédito apareciam em terceiro lugar na lista de reclamações procedentes registradas no BC, com 1.117 casos.

Noticia originalmente postada em G1.globo.com